sexta-feira, 16 de junho de 2017

Invento-te...






Invento-te em mim.

Deixo-me levar pelo teu murmurar. A noite ainda está escura, meu amor. Preciso de ti.

Invento pedaços de sonhos… alguns já sonhados, levados pelo Tempo. Invento as palavras que a minha alma lê num livro (in)existente. As páginas estão vazias, parecem telas desmaiadas ávidas de amores. Procuro os pincéis e as cores do teu nome... quero pintar o teu murmúrio amado. O meu olhar evade-se, vislumbra pássaros que esvoaçam ao meu redor, escuto os seus gorjeios e sorrio. Pétalas de estrelas caem agora sobre mim, clareiam a vereda que estava sombria, trazem-me o sol da esperança e as borboletas coloridas que outrora inventámos num jardim sonhado.

As rosas ainda respiram, anseiam o beijo das auroras e o arco-íris risca o céu em cascatas de brilhos.

Invento-te, mas já não te encontro! 

Os pássaros afinal não gesticulam palavras. A minha imaginação é um rio que corre ao sabor da corrente. Pudesses tu limpar as lágrimas que agora deslizam nesta face nívea e cansada. Pudesses tu olhar os meus olhos e perceber em que rio frio naufrago, em tua demanda. Talvez não fosses somente uma miragem que diviso… talvez fosses a palavra desejada e tão esperada.

Princesa do Mar

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