quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

As Asas do Sentir


Devagar, chega a noite com o seu manto de estrelas. Solto o pensamento e deixo que o silêncio entre pelas janelas do coração. Escuto as brisas que despertam os sentidos, namoro a Lua e conto os sonhos que escrevem tantas estrelas no céu que me enlaçam de mistério e me deixam nos olhos cicios de saudade.

Olho em redor… sento-me no vale encantado e imagino quantas promessas moram nas folhas das árvores, quantas memórias perdidas a Lua guarda nas suas mãos, esperando libertá-las e doá-las aos poemas que ainda estão por escrever.

Vislumbro sendas híbridas, labirintos de solidão, trilhos desvalidos onde só os poetas sabem caminhar porque só eles sabem abraçar a solidão e dançar nas estradas onde os raios do luar espreitam mesmo que eles se escondam para acender outras madrugadas.


Deixo-me ficar assim… a contemplar o infinito. Solto as asas do meu Sentir… e espero que o beijo do alvorecer me devolva o poema que deixei gravado na pauta do vento, a canção de um murmúrio enamorado, a voz de um sorriso que eu encontrei naqueles caminhos cruzados… o Poeta da minha Alma.

Princesa do Mar

2 comentários:

Chinezzinha disse...

Princesa,
Que bela esta prosa.
Adorei ler-te.
Beijinhos

A.S. disse...

Soltas o pensamento, deixas que suaves brisas o levem para um local que só tu conheces, onde te encontras com as palavras que nos deixas e que, deliciosamente, nos tocam como caricias!
É um doce fascinio ler-te minha Princesa do Mar!

Beijos....
AL

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