domingo, 27 de novembro de 2016

Veredas da Vida



Tanto deambulava pelas veredas da vida, mas havia muros tão altos, barreiras disformes que faziam tropeçar a esperança! Por vezes, parava e pensava o motivo de tantos obstáculos e tantos desejos adiados. Por que tantas sombras apagavam os seus sonhos cheios de sol que lhe aqueciam a alma e lhe devolviam sorrisos esquecidos?! Qual a razão de tantos caminhos nublados e gélidos, se ela só almejava a paz, o Amor, a serenidade que embalasse o seu Sentir? Ela queria VIVER!
Refugiava-se nos segredos dos livros, enveredava por rios de palavras onde gostava de afagar as suas melancolias e ondulava mais feliz quando os versos inesperados brotavam do seu coração cheios de luz e sentido.
Ela não caminhava sozinha, andava de mão dada com a solidão que lhe murmurava tantos enigmas, tantas questões aclaradas quando se entregava ao silêncio mágico dos seus pensamentos. Descortinava mistérios que desenhavam contornos coloridos no seu destino. Ela sabia que um dia teria o Sol da sua Vida a beijar o seu Coração, a sua Alma… teria de esperar e continuar a sua jornada com os olhos postos no mar, no céu e nas estrelas… Esperar, simplesmente esperar!

“Confia!”- dizia-lhe o seu Eu Interior… “Esse dia irá chegar, mas não perguntes quando, porque o Tempo onde a teu verdadeiro Ser habita,  não existe.”

Princesa do Mar

3 comentários:

Lídia Borges disse...


«Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.»

Confúcio

Um beijo

Lídia

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras disse...

Quando tropeça a esperança,
Devemos voltar atrás,
Que nossa ilusão nos traz
Em nós a antiga criança.

A espera é uma dança
Regida com o que se faz
Se esperarmos em paz
A paz ao alvo nos lança

E a partir dessa luta
Jamais existe disputa
Entre o ser e o não ser

Sonho que aos poucos se avulta
A nos dar a absoluta
Noção que a luta é dever.

Grande abraço. Laerte.

© Piedade Araújo Sol disse...

Muito gosto deste género de prosa poética.
A autora transporta toda a sua sensibilidade e se a melancolia está aqui patente a esperança também faz parte deste belíssimo texto.
beijo
:)

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