sexta-feira, 11 de novembro de 2016

No baloiço dos teus (a)braços...


Houve um dia em que o Tempo permitiu que os teus (a)braços baloiçassem nos meus. Nasceram estrelas na penumbra da noite, as luzes dos teus olhos guiavam-me no tumulto da existência. Emprestaste-me as tuas asas e eu voei tão alto… tão feliz!

As tuas mãos, embebidas de alquimia, embelezaram a minha vida. Matizaste-a com as cores mais belas do infinito numa tela perfeita que ainda guardo no segredo da minha memória. Os nossos corpos ávidos, entrelaçados de saudade, suspiravam os murmúrios guardados das nossas almas venturosas e cansadas… Momentos sublimes, inefáveis onde o luar nos sorria por entre as janelas da poesia.

Hoje remanescem lembranças, pretéritos-perfeitos acabados... que ainda almejam o presente do indicativo. Não quero esquecer-te, havia ainda tanto para viver...havia ainda tanto para sonhar…

Soltam-se as asas de tantas emoções agrilhoadas… adejam esperanças pelo infinito, mas as penas caem no abismo de tantas delongas amarguradas. Foi um dia, amor… somente um dia, no entanto, tu permaneces, és a eternidade que me habita.

Ao longe… o eco do refrão de uma trova que o Tempo ainda não apagou. Resquícios de sentires compartidos, conjugados na primeira pessoa do plural.


Princesa do Mar


1 comentário:

A.S. disse...

Há um sabor a pouco depois de tanto,
ficou sede demais após tão pouco...

Beijossss, AL

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...