quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A Solidão... o Silêncio!



Anoiteceu e a imagem daquela mulher era uma estrela no céu da sua memória. Sentia-se um aroma de rosas, o seu olhar perdia-se em tantos sonhos, agora desvanecidos. Tinha o coração magoado, as palavras calavam-se e dos seus olhos brotavam gotas de uma saudade sem Tempo. Tanta dor! Um vazio crescente que o submergia na chuva que escorria dos seus pensamentos. A noite, a moldura de uma lembrança que o Tempo não esconde. A solidão… o silêncio! Murmuram as brisas que balançam as folhas das árvores que se abraçam em melodias suaves e serenas. A Lua, o olhar que ilumina a penumbra do seu Ser, agita o seu sentimento e um sorriso percorre o horizonte. O misticismo é fulgurante… os deuses espreitam o seu coração, embalam a sua alma e perfumam a sua casa de alento. 

Deitou-se no leito de estrelas e beijou a mais brilhante. Queria afastar as brumas e os desertos do seu sentir. Onde estaria a sua Musa, a flor mais linda do seu jardim encantado, mas tão inatingível? Como calar tanto sentimento se o desejo era tão intenso e explodia no seu peito? Mergulhou no son(h)o, as águas da memória regressaram aos seus olhos, a ausência é uma ferida que não cicatriza, um sofrimento que teima em não aluir da sua vida. Gota a gota… um mar infinito onde não cabe a alegria… e o amor não cessa de soluçar.

Princesa do Mar

1 comentário:

AC disse...

O apelo do longe, um dedo inquiridor, a insatisfação a ganhar contornos...
Um quadro belo, muito belo, a exigir novas definições, novos paradigmas. Afinal, para acontecer vida, tem que haver movimento.

Um beijinho :)

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