sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Ondulações de Brisa



Há uma brisa perfumada ondulante que passa, respiro profundamente e os meus olhos cansados fecham-se na ânsia de te ver regressar. Há uma fascinação que me envolve quando as lembranças das tuas asas me acarinhavam no leito encantado das nuvens. Ainda hoje sinto a leveza do nosso corpo entrelaçado de estrelas e o sorriso da lua refulgente que nos prendia o olhar e nos fazia sonhar.

Hoje já não estás aqui… nunca estiveste, ainda assim permaneces na minha essência, todos os dias da minha vida onde te sonho todas as noites no aconchego dos meus (a)braços. Há mistérios, sensações incompreensíveis… há vazios tão profundos onde mergulhamos em abismos de espera, no entanto quando emergimos da melancolia, abrem-se veredas mágicas de esperança…


A poesia é o alimento que preciso para te guardar nas minhas noites escurecidas, porque sei que lês as minhas palavras e as guardas na almofada do teu son(h)o e beijas o meu nome nas páginas secretas do teu pensamento.

Princesa do Mar

1 comentário:

A.S. disse...

Beijo o teu nome
nas páginas secretas
do meu pensamento.
Amanhece...
é tempo de substituir a noite
pela cinza incandescente dos dias,
porque são terríveis
os olhos do amor, quando ficam vazios!

Beijos, AL

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