terça-feira, 18 de outubro de 2016

A Solidão do Poema




Há uma alegria fulgurante que me invade quando escuto os murmúrios da floresta, há uma melodia no ar que entoa em cada flor que brota sob os meus olhos. Há magia estonteante neste sonho que me prende ao teu poema e me alimenta o coração. O amanhecer prospera no horizonte, tem o sol do teu sorriso nas palavras que me (en)cantas em cada verso que me brindas a todo o momento.

Mas és passado... então porque ainda habitas em mim? Como esquecer o teu nome se ele está tatuado em todas as árvores que abraço e onde ainda escuto a tua voz meiga… serena que me embalava todas as horas dos meus dias?

Por mais distante que estejas, és o meu refúgio onde o meu corpo nu se veste de ternura, és o meu oásis que sacia os meus desejos mais secretos, és o beijo lembrado que ainda estremece os meus lábios saudosos de ti.

Por mais veredas proibidas que não possamos caminhar entrelaçados…  por mais poemas que não possamos trocar, eu sei que tu estás aí... ainda que eu não te veja e o sussurro do teu coração jamais sairá do meu poema ansioso com a tua chegada.

Princesa do Mar


3 comentários:

Antonio Jesus Batalha disse...

Boa noite desejo que esteja tudo bem e que haja muita saúde nos seus entequeridos, fiquei feliz por ter respondido.
É bom saber ouvir a natureza, mas meu maior desejo é que minha amiga saiba ouvir também a voz de Jesus, o quanto Ele te ama.
Abraço amigo.
António.

© Piedade Araújo Sol disse...

um texto poético escrito com a ternura e saudade.
muito bem escrito.
beijinhos
:)

Jaime Portela disse...

Há passados que nos acompanham no presente, principalmente quando a esperança do regresso não morreu.
Excelente texto, gostei imenso.
Princesa, tem uma boa semana.
Beijo.

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