quinta-feira, 10 de julho de 2014

Ilusão



Hoje eu queria escrever-te, mas os meus dedos estão silenciosos, abatidos pelo vazio do coração. O meu sentir desabou numa torrente desvairada de tristeza e melancolia. Os meus braços estão inertes, não se levantam, impedem o abraço que eu te dava no segredo da nossa alma e que tu sentias no carinho das brisas do mar. Hoje as minhas asas quebraram-se e os pássaros choram o meu voo caído na ilusão de um nome que já não sei soletrar porque as letras baralharam as linhas dos meus olhos. Hoje a melodia da alma deixou de tocar a ternura do teu sentir, a Lua perdeu o brilho e as estrelas mais lindas do horizonte já não têm os teus beijos, a doçura dos teus lábios nos meus. A ausência é distância... é dor de um murmúrio calado na solidão de mais uma noite sem ti.
 
Princesa do Mar

6 comentários:

A.S. disse...

Nenhum rumor me trás o teu nome.
O zumbido do vento
esmaga os dias, contra os ténues sinais
do teu corpo ausente...


Beijosss,
AL

© Piedade Araújo Sol disse...

arruma a solidão, hoje é hoje, amanhã o sol brilhara com mais intensidade....

:)

Anónimo disse...

O que podia ter sido tem mais beleza do que foi e já não é.
Basta imaginar...

Na vida tudo passa...não fique presa ao passado, para conseguir ver o brilho do futuro.

Acredite!

Princesa do Mar disse...

Obrigada a todos os amigos que por aqui passaram e deixaram o perfume da sua presença.
Quanto ao sr(a) anónimo, gostaria de saber quem é :-) Poderia ter assinado. Quanto ao que escrevo, não tem necessariamente a ver com o que estou agora a passar, são simplesmente emoções que vão surgindo de uma imagem, de uma melodia, por vezes, respostas a outros poetas. Muito obrigada e um abraço fraterno a todos vós. :-)

Anónimo disse...

Sou o Eduardo.
E aguardo pela sua poesia...

Princesa do Mar disse...

Olá, Eduardo!
Volte sempre, embora nem sempre eu esteja presente. Deixo-lhe as palavras que por aqui ficam...

Um abraço fraterno*

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