terça-feira, 8 de julho de 2014

Brumas da Solidão


 
Perseguem-me as brumas da solidão, penumbras das auroras entorpecidas que se aninham no silêncio do meu coração… lembranças vestidas de névoas iluminadas soltando ainda réstias de luar acesas na alma, fulgor de um sentimento azul ainda vivo dentro de mim.
Brota no meu rosto uma lágrima obstinada, padecida, maravilhas do destino reprimidas pelo desprezo do sentir terreno. Lacrimejam as estrelas, deslumbramentos esquecidos, eternidades que se esvaem no abandono do sonho enfraquecido.
Permanece a alquimia da ausência, esse halo de luminosidade trémula, sopro de esperança que invade o deserto do meu ser bosquejando fantasias nos campos floridos da imaginação… Horizonte frágil de papel amachucado por uma misteriosa e inextinguível saudade.
Hoje, miro a noite, percebo o abismo dos sentidos adiados e remanesço imensamente vazia nesta viagem sozinha, sem ti.
 
Princesa do Mar

2 comentários:

Lídia Borges disse...


A ausência do amor é uma noite sem estrelas num céu carregado de densas melancolias.

Um beijo

A.S. disse...

Belissimo texto!...

A pior das solidões é aquela que sentimos apesar de acompanhados...

Beijosssss...!!!
AL

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