segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sem Destino



Ondulo nas marés, quero regressar ao murmúrio contido da tua alma que me chama no silêncio das tuas letras esmaecidas pelo tempo. Há um oceano de perplexidades, incertezas que te impedem de chegar ao porto meigo dos meus sonhos. Sabes que ainda te espero, que te desejo nesta imensidão amorosa do meu coração que guardo só para ti, ainda assim os teus passos aquietam-se em cogitações perenes e devaneios enleados de solidão. 
Escrevo palavras nas ondas do mar, na esperança que flutuem nos teus sonhos. Talvez me vejas chegar no embalo das tuas noites arrefecidas. Sonhas e sorris….sentes uma melodia ausente que te aquece, sons celestiais que vêm do meu pensamento, suave adejar dos meus cabelos na tua face que acaricias com os teus dedos ávidos de estrelas, mas a saudade cresce neste turbilhão de silêncios e vazios que se acomodam no sótão das memórias. 
Os meus olhos estão cansados, apagou-se o esplendor de outrora, cerraram-se perdidos num vácuo escurecido sem a brisa dos poemas emoldurados de luz. Hoje vagueio perdida neste oceano sem bússola. Não sei para onde vou, deixo-me ir nas vagas do universo, no anseio de um destino que não sei para onde me leva…

Princesa do Mar

2 comentários:

Lídia Borges disse...


Trilhos de ausência que endurecem o caminho...

Um beijo

Jose Lopes disse...

"Há um oceano de perplexidades"... E tu, admiravelmente, consegues tornar tão clara essa ondulação com a mágica das tuas palavras, imagens que nos acariciam a imaginação, sentidos que aportam em nosso coração, uma suave torrente sintática onde navegamos contigo "nas vagas do universo"... o murmúrio das brisas, afinal.

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