quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Labirinto


O labirinto desenha-se nos olhos. O infinito esvai-se do pensamento onde as asas se acomodam no silêncio de uma esperança que não chega. Alma desassossegada num tormento gelado. A ausência teima em percorrer os sentidos, amargura dolente que encarcera a mente e me impele na descida ao caos do abismo.
Não sei o caminho da minha alma. Os ouvidos fecharam a música do coração numa silenciosa caixa de vento. Oiço as tempestades das marés, vagas eloquentes de canções perdidas no vácuo das lembranças. Dói-me a espera de um momento que não floresce e este vazio que corrompe os meus dedos agora quietos sem um verso do teu Ser.
Fecho os olhos, amacio a loucura do meu querer… esqueço o pensamento na encruzilhada das dores… deixo que os meus braços se quedem num trilho inventado, onde a busca permanece e onde o sonho persiste numa demanda sem nome.

Princesa do Mar

1 comentário:

Jose Lopes disse...

Dói a finitude do ser açoitada pela imensidão da vida, dói o limite das palavras oprimido pela pujança dos sentimentos, dói, enfim, a existência pela sangria em vão das essências pelos labirintos devastados da própria vida. Sempre envolvente e tão terna a tua poesia, Princesa.

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