sábado, 29 de junho de 2013

Labirintos


Há labirintos que se desenham na penumbra da memória, uma sombra alucinante ofuscando os sentidos. Vereda sem direção, vazio plangente de palavras, ausência de sons… o silêncio emoldura o quadro obscurecido em que me encontro.

Não sei se me perdi, sei que não vislumbro as estrelas que pintavam o céu dos meus olhos. Jaz agora a escuridão, a canção dorida de uma tarde de inverno entoando notas de uma saudade que persiste em atormentar o segredo de um sonho.
Caminho sem rumo, sendas esquecidas murmuram-me palavras que não entendo…  os meus passos persistem na solidão de um caminhar cansado e incrédulo. Nas minhas mãos, o perfume de um livro, vozes que se desprendem de umas sílabas que teimam em deambular pelos meus olhos…

Sei que há um poema que eu nunca li, um abraço de sentidos que eu nunca senti… um buquê de ternuras que ainda não adornou o meu coração… por isso, continuarei a caminhar sozinha até que esses momentos adorados se eternizem nas páginas coloridas da minha alma.


Princesa do Mar

2 comentários:

Druida da Noite disse...

Haverá sempre um momento para degustar esses sendidos, é preciso esperar e caminhar, para encontrar.

Diácono Gomes Santa Cruz disse...

Princesa: gostei achei lindíssimo.
Beijos
Santa Cruz

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