quarta-feira, 4 de julho de 2012

O Silêncio de um Abraço




Abre os braços, enlaça-me em segredo. Não murmures nem ao vento que os meus braços falaram com os teus, que o meu coração beijou o silêncio do teu e sorriu. Este momento foi um ritual de união que nos cingiu num mesmo corpo… união de asas, um voo divino almejando o etéreo dos sentidos.

Ler-me-ão, por certo, outros leitores, nesta infinidade de palavras que se cruzam nos caminhos do olhar. Eles poderão até tentar entender os mistérios que delas brotam, mas estas palavras têm o teu nome, têm o perfume da tua alma, o segredo da tua magia que me faz levitar em oásis de sonhos e ternura.

Meu amor… não te esqueças que foi a ti que eu as murmurei num sorriso de seda, flor apetecida em suaves pétalas de arco-íris, poemas de sol que nos aconchegam a essência e nos iluminam na escuridão da espera.

Foi nesse silêncio que te percebi, amor. Foi nesse instante que toquei a eternidade com as tuas mãos e desenhei no céu a melodia de um sonho que o teu coração sussurrou ao meu.

Princesa do Mar

4 comentários:

ponto e virgula disse...

quando, falando de amor, acabo de ler todas estas palavras, apenas ouso dizer... "como é lindo interpretar uma declaração de amor e imaginar o enlace dos corpos... vivido no momento".

bj...nho

Rita Carrapato disse...

"Foi nesse silêncio que te percebi, amor."

Talvez porque é no silêncio, que muitas vezes, melhor escutamos e percebemos o amor.

mARa disse...

Linda prosa poética, as vezes apenas as palavras nos permitem a catarse de tantos sentimentos sublimados.

Lindo!

bjo!

A.S. disse...

Que silenciosos abraços irão acontecer,
no calor dos corpos onde ainda fermentam
todas as emoções... todos os desejos?

Beijos...
AL

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