segunda-feira, 14 de maio de 2012

Vazio...





O olhar fechou o sol da lembrança...
jaz o negrume da espera,
a solidão inquieta
que teima em desenhar
dor nos trilhos do coração.
Não há jardins no deserto do Ser.
Não há asas no céu
dos perfumes submersos.
Há voos estilhaçados
na penumbra do sonho,
cânticos sufocados
num silêncio sem voz!


Princesa do Mar

3 comentários:

Rita Carrapato disse...

Poema tão bonito, mas com carga tão triste. São assim os jardins da alma, ou os não vemos, ou existem em nós sem o brilho e a cor das flores.

Beijo

Filipe Campos Melo disse...

Como um tempo que sobre si se fecha

Impressivo

Bjo.

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Doce murmúrio...!

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