sexta-feira, 17 de junho de 2011

Talvez....



Talvez não tenhas partido, amor… talvez o tempo distraído tenha embaraçado os nossos destinos… e hoje, eu esteja aqui submersa nos instantes melancólicos do Ser… num dédalo de ambiguidades e incertezas magoadas…
Às vezes pergunto-me se tu foste um sonho nascido no silêncio do meu sono em noites abençoadas das minhas viagens etéreas… ou uma simples miragem edénica que a minha alma viandante prendeu depois de tantas e infinitas demandas…
Talvez a canção da tua voz não fosse a tua… talvez tenha sido o eco do meu coração que atravessou o horizonte levado pelo vento das quimeras semeando estrelas no céu do meu pensamento…
Talvez o sorriso da Lua não fosse meu nesta semiesfera onde te encontrei ou te inventei no segredo do poema que despontava num jardim ainda por nascer.
Sempre te procurei, amor... e ainda te procuro na ternura dos astros, nos ritmos ondulantes da brisa cantarolando melodias de asas brancas que sopram murmúrios teus nos meus cabelos perfumados de estrelas e luares...
...

Talvez não tenhas partido, amor...

Talvez ainda não tenhas chegado!



Princesa do Mar

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