terça-feira, 28 de junho de 2011

Desassossego...



Esvai-se a alma num desassossego silencioso, sonhos e ilusões despojados de esperança, vácuo dos sentidos, agonia gritante descompassada no coração... enquanto mergulho desprotegida num oceano desabitado de música e alento... imperecível espera por um olhar teu... apenas.

Paira a solidão nos caminhos do sentir... a felicidade espreita numa fresta de Sol que entra fugaz e mansamente no meu ser. Colho palavras tuas nas brisas da manhã que escorregaram furtivas no luar dos teus desejos, flutuação suspensa do teu querer aninhada na ondulação secreta do meu sonho.

Corrói-me a dor de não te ver, de te tocar nas letras alvoroçadas que escapam dos meus dedos obstinados... o meu coração silente, angustiado... neste vazio crescente que me esvazia o espírito, alma aniquilada, numa ansiedade inquieta que jamais terá fim... silêncio turbulento de um amor que ainda resiste em mim, esta inconfessável ousadia de ainda te amar...


Princesa do Mar

4 comentários:

. disse...

A dor de partir ficando.

Bjo.

Rabisco disse...

Olá Princesa do Mar!

Poderia eu ser também príncipe desse mar que não conheço, porque eu ao ler-te que entendo que também eu podia ter isto esta publicação.

De dentro para fora...

Obrigado!

Beijinhos

http://www.rabiscosincertossaltoemceuaberto.blogspot.com/

Filipe Campos Melo disse...

A ousadia da memória
Amar e escrever em verso

Gostei imenso em especial da emoção que se sente

Bjo.

AC disse...

Percorro, lentamente, as palavras, e elas dão-me conta de anseios, inquietações, receios. Não há nada que lhes possa dizer, pois a função delas não é ouvir, mas algo do seu aroma se cola em mim. Talvez seja a peculiaridade do seu desassossego...

Beijo :)

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