quinta-feira, 29 de abril de 2010

Brisa Murmurante


Mergulho na noite, percorro labirintos de amor. O marulhar das águas, um desassossego que me cinge num calafrio de saudade. Procuro a solidão, escuto o silêncio, a tua voz ausente que me segue num abraço de aromas salgados. Guardo-te no tesouro do (a)mar, nas ondulações que me embalam em cada lembrança que me sorri.

Anjo do mar e das estrelas, brisa murmurante que me afaga a essência, perfumes de aurora que o meu corpo colhe dos teus beijos perdidos no horizonte. Revelas-te por entre as brumas da madrugada, as tuas asas incandescentes alumiam a escuridão do meu pensamento.

Não te vejo. Sinto-te na respiração das ondas, no sussurro das estrelas que cintilam versos do teu querer. Íman Sagrado que me apela e me aconchega no frio das noites melancólicas, vazias de tudo.

És prazer (e)terno, etéreo , uma doce canção que me faz dançar nos braços do vento… És Estrela, o Sol e a Lua… Chamo-te… procuras-me… encontras-me e, mesmo que não me vejas, sentes a carícia do poema que o meu coração escreveu para ti. Embrulhas as minhas palavras com um beijo suave… fechas os olhos e poisas a tua alma na música murmurante do meu Ser.

Princesa do Mar

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