quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

As Asas do Sentir


Devagar, chega a noite com o seu manto de estrelas. Solto o pensamento e deixo que o silêncio entre pelas janelas do coração. Escuto as brisas que despertam os sentidos, namoro a Lua e conto os sonhos que escrevem tantas estrelas no céu que me enlaçam de mistério e me deixam nos olhos cicios de saudade.

Olho em redor… sento-me no vale encantado e imagino quantas promessas moram nas folhas das árvores, quantas memórias perdidas a Lua guarda nas suas mãos, esperando libertá-las e doá-las aos poemas que ainda estão por escrever.

Vislumbro sendas híbridas, labirintos de solidão, trilhos desvalidos onde só os poetas sabem caminhar porque só eles sabem abraçar a solidão e dançar nas estradas onde os raios do luar espreitam mesmo que eles se escondam para acender outras madrugadas.


Deixo-me ficar assim… a contemplar o infinito. Solto as asas do meu Sentir… e espero que o beijo do alvorecer me devolva o poema que deixei gravado na pauta do vento, a canção de um murmúrio enamorado, a voz de um sorriso que eu encontrei naqueles caminhos cruzados… o Poeta da minha Alma.

Princesa do Mar

domingo, 27 de novembro de 2016

Veredas da Vida



Tanto deambulava pelas veredas da vida, mas havia muros tão altos, barreiras disformes que faziam tropeçar a esperança! Por vezes, parava e pensava o motivo de tantos obstáculos e tantos desejos adiados. Por que tantas sombras apagavam os seus sonhos cheios de sol que lhe aqueciam a alma e lhe devolviam sorrisos esquecidos?! Qual a razão de tantos caminhos nublados e gélidos, se ela só almejava a paz, o Amor, a serenidade que embalasse o seu Sentir? Ela queria VIVER!
Refugiava-se nos segredos dos livros, enveredava por rios de palavras onde gostava de afagar as suas melancolias e ondulava mais feliz quando os versos inesperados brotavam do seu coração cheios de luz e sentido.
Ela não caminhava sozinha, andava de mão dada com a solidão que lhe murmurava tantos enigmas, tantas questões aclaradas quando se entregava ao silêncio mágico dos seus pensamentos. Descortinava mistérios que desenhavam contornos coloridos no seu destino. Ela sabia que um dia teria o Sol da sua Vida a beijar o seu Coração, a sua Alma… teria de esperar e continuar a sua jornada com os olhos postos no mar, no céu e nas estrelas… Esperar, simplesmente esperar!

“Confia!”- dizia-lhe o seu Eu Interior… “Esse dia irá chegar, mas não perguntes quando, porque o Tempo onde a teu verdadeiro Ser habita,  não existe.”

Princesa do Mar

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Éden




Há um éden onde tudo começa… como aquela estrela que se acende no coração sempre que deslizas no meu horizonte e me afagas com sonhos e poemas. Depois leio os teus olhos e percebo o beijo que sobressai nos teus lábios querendo tocar os meus. E eu ofereço-te o mel da minha boca, as minhas mãos, a música do meu corpo. Tu e eu, numa aliança de sentidos, voamos como pássaros, ultrapassamos os precipícios e os vazios enchem-se de sol. O frio da solidão é um inverno que já foi… agora anuncia-se a primavera onde as flores dos nossos sorrisos despontam nos bosques encantados onde se inicia a vida e onde queremos permanecer.

Princesa do Mar

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A Solidão... o Silêncio!



Anoiteceu e a imagem daquela mulher era uma estrela no céu da sua memória. Sentia-se um aroma de rosas, o seu olhar perdia-se em tantos sonhos, agora desvanecidos. Tinha o coração magoado, as palavras calavam-se e dos seus olhos brotavam gotas de uma saudade sem Tempo. Tanta dor! Um vazio crescente que o submergia na chuva que escorria dos seus pensamentos. A noite, a moldura de uma lembrança que o Tempo não esconde. A solidão… o silêncio! Murmuram as brisas que balançam as folhas das árvores que se abraçam em melodias suaves e serenas. A Lua, o olhar que ilumina a penumbra do seu Ser, agita o seu sentimento e um sorriso percorre o horizonte. O misticismo é fulgurante… os deuses espreitam o seu coração, embalam a sua alma e perfumam a sua casa de alento. 

Deitou-se no leito de estrelas e beijou a mais brilhante. Queria afastar as brumas e os desertos do seu sentir. Onde estaria a sua Musa, a flor mais linda do seu jardim encantado, mas tão inatingível? Como calar tanto sentimento se o desejo era tão intenso e explodia no seu peito? Mergulhou no son(h)o, as águas da memória regressaram aos seus olhos, a ausência é uma ferida que não cicatriza, um sofrimento que teima em não aluir da sua vida. Gota a gota… um mar infinito onde não cabe a alegria… e o amor não cessa de soluçar.

Princesa do Mar

sábado, 12 de novembro de 2016

O Beijo de uma Saudade



Ela passeava todos os dias pela praia. Trazia nos olhos gotas de saudade que escorregavam pelas suas faces rosadas. Nada e ninguém perturbava o seu caminhar lento… sentava-se na areia e observava a ondulação do mar. Olhava… contemplava… chorava… sorria! Um emaranhado de sentires que só ela entendia.

O sol era o casaco que lhe aquecia a alma e as brisas da tarde eram as mãos que lhe afagavam as tranças dos seus devaneios. Os murmúrios do mar, a canção das gaivotas enchiam-lhe o peito de lembranças. Mas a vida não era uma primavera, ela sentia o inverno da solidão, mesmo que aparentemente despontassem flores no seu sorriso e do lago dos seus olhos sobressaísse uma mansuetude profundamente harmoniosa. 


Quando o sol beijou o mar e azulou, levantou-se, enxugou as lágrimas e os sorrisos. Do bolso do seu casaco alaranjado, tirou uma folha de papel com o poema mais sublime que havia escrito naquela tarde de sonhos e solidão.

Princesa do Mar

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

No baloiço dos teus (a)braços...


Houve um dia em que o Tempo permitiu que os teus (a)braços baloiçassem nos meus. Nasceram estrelas na penumbra da noite, as luzes dos teus olhos guiavam-me no tumulto da existência. Emprestaste-me as tuas asas e eu voei tão alto… tão feliz!

As tuas mãos, embebidas de alquimia, embelezaram a minha vida. Matizaste-a com as cores mais belas do infinito numa tela perfeita que ainda guardo no segredo da minha memória. Os nossos corpos ávidos, entrelaçados de saudade, suspiravam os murmúrios guardados das nossas almas venturosas e cansadas… Momentos sublimes, inefáveis onde o luar nos sorria por entre as janelas da poesia.

Hoje remanescem lembranças, pretéritos-perfeitos acabados... que ainda almejam o presente do indicativo. Não quero esquecer-te, havia ainda tanto para viver...havia ainda tanto para sonhar…

Soltam-se as asas de tantas emoções agrilhoadas… adejam esperanças pelo infinito, mas as penas caem no abismo de tantas delongas amarguradas. Foi um dia, amor… somente um dia, no entanto, tu permaneces, és a eternidade que me habita.

Ao longe… o eco do refrão de uma trova que o Tempo ainda não apagou. Resquícios de sentires compartidos, conjugados na primeira pessoa do plural.


Princesa do Mar


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Amor Adormecido





Não me deixes no silêncio deste caminho em que me perco... 
Há uma solidão que chora uma ausência, há um perfume inebriante que ainda quer percorrer o meu corpo e as minhas mãos não se cansam de te procurar no leito abandonado onde as nossas palavras eram poemas e o brilho das metáforas nos abriam campos floridos de sonhos e sorrisos.

Não me deixes, amor... há ainda primaveras que querem acordar um amor que só agora adormeceu.

Princesa do Mar

domingo, 6 de novembro de 2016

Berço da Memória



É impossível apagar a tua lembrança dentro da minha Alma. A tua luz ilumina a obscuridade dos meus dias, abre-me as janelas que eu teimo em fechar. Não sei explicar este sentimento tão profundo, mas sei que tu vives em mim como uma melodia suave perfumada de ternura! Tu sabes dos meus tormentos, conheces os meus caminhos baralhados e sempre me embalas em tantos momentos em que me perco no labirinto da vida.

Como é possível este teu poder se não estás agora, aqui, comigo?!

Tu és magia, és a minha estrela-guia que eu contemplo todas as noites e me faz sorrir. Vislumbro a tua presença distante, mesmo que as nuvens trajem o céu porque a tua luminosidade é diáfana, colorida, tem aromas de uma saudade que percorrem as alamedas do Universo para chegares a mim.


Folheio as páginas da nossa aliança, cada uma delas tem escrito o teu Amor, contêm a poesia do teu amado Sentir que eu aconchego amorosamente no berço da memória onde eu gosto de baloiçar para chegar a ti.

Princesa do Mar

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Ondulações de Brisa



Há uma brisa perfumada ondulante que passa, respiro profundamente e os meus olhos cansados fecham-se na ânsia de te ver regressar. Há uma fascinação que me envolve quando as lembranças das tuas asas me acarinhavam no leito encantado das nuvens. Ainda hoje sinto a leveza do nosso corpo entrelaçado de estrelas e o sorriso da lua refulgente que nos prendia o olhar e nos fazia sonhar.

Hoje já não estás aqui… nunca estiveste, ainda assim permaneces na minha essência, todos os dias da minha vida onde te sonho todas as noites no aconchego dos meus (a)braços. Há mistérios, sensações incompreensíveis… há vazios tão profundos onde mergulhamos em abismos de espera, no entanto quando emergimos da melancolia, abrem-se veredas mágicas de esperança…


A poesia é o alimento que preciso para te guardar nas minhas noites escurecidas, porque sei que lês as minhas palavras e as guardas na almofada do teu son(h)o e beijas o meu nome nas páginas secretas do teu pensamento.

Princesa do Mar

terça-feira, 18 de outubro de 2016

A Solidão do Poema




Há uma alegria fulgurante que me invade quando escuto os murmúrios da floresta, há uma melodia no ar que entoa em cada flor que brota sob os meus olhos. Há magia estonteante neste sonho que me prende ao teu poema e me alimenta o coração. O amanhecer prospera no horizonte, tem o sol do teu sorriso nas palavras que me (en)cantas em cada verso que me brindas a todo o momento.

Mas és passado... então porque ainda habitas em mim? Como esquecer o teu nome se ele está tatuado em todas as árvores que abraço e onde ainda escuto a tua voz meiga… serena que me embalava todas as horas dos meus dias?

Por mais distante que estejas, és o meu refúgio onde o meu corpo nu se veste de ternura, és o meu oásis que sacia os meus desejos mais secretos, és o beijo lembrado que ainda estremece os meus lábios saudosos de ti.

Por mais veredas proibidas que não possamos caminhar entrelaçados…  por mais poemas que não possamos trocar, eu sei que tu estás aí... ainda que eu não te veja e o sussurro do teu coração jamais sairá do meu poema ansioso com a tua chegada.

Princesa do Mar


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Caminhos paralelos...


Conheço-te…

Sei dos trilhos que percorres em minha demanda e que sentes a fragrância da minha alma que te sorri, borboleteando em teu redor, qual bailarina em passos delicados de ternura. Toco-te de mansinho com as minhas asas ténues e frágeis e tu olhas a paisagem, sentes uma brisa murmurante nos teus ouvidos e o sorriso de uma lágrima desliza pelos teus olhos doces, cheios de memórias.

Sei-te… Conheço as tuas mãos que moldam a minha essência e que tu ousas desenhar na tela dos teus sonhos. Sou deusa… borboleta… sereia… fada... anjo…flor... sou o teu amor que buscas há tantos séculos. Tantas reminiscências, tanta saudade… essa vontade imensa de me teres aninhada nos teus braços para nunca mais me deixares partir do teu Mundo, que também é meu.

Então por que razão esta distância, estes caminhos paralelos que jamais se cruzam no mesmo destino? Porquê?! Também eu te busco e sinto-te em cada aragem que me afaga os sentidos. Vejo-te na natureza…  na beleza das flores que despertam todas as manhãs, no canto dos pássaros que alegram as florestas desamparadas. Sinto-te tanto, amor... até no encanto dos segredos da noite e na poesia da Lua que me declama a tua essência.

Sabes? És  LUZ nas minhas veredas infinitas, mesmo que tu não estejas comigo, porque sei que tu caminhas ao meu lado, de mãos entrelaçadas, invisível, mas sempre dentro do meu coração até o nosso dia chegar.

Princesa do Mar


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Livro da tua Alma



E o tempo passa… e eu queria retroceder, queria encontrar-te de novo no horizonte mágico dos meus olhos encobertos agora de neblina. Queria dizer-te as palavras caladas que guardo dentro de mim… os sonhos chorados na penumbra das minhas noites infindas sem ti.

Sonho-te tanto, meu amado… sonho com o teu abraço delicado e meigo a aconchegar a minha saudade. Sonho com o murmúrio doce do teu coração a segredar-me a ternura do teu amor, as tuas mãos desassossegadas a desalinhar os meus cabelos perfumados de ti. Sonho-te, mas a tua ausência invade as minhas madrugadas, encobre as estrelas fulgentes dos teus versos que cintilavam sorridentes no meu céu. Agora, o vazio preenche o meu corpo, o meu coração… a minha poesia despojada de vida, sem ti.

Queria agarrar o livro da tua alma, queria folhear as páginas dos teus devaneios e das tuas lágrimas, beber cada palavra tua, sentir cada letra desenhada com a beleza do teu Ser. Queria desvendar-te, percorrer os teus caminhos, viajar na tua mente, voar nas tuas asas em segredo.

Será que ainda me sentes no beijo das manhãs quando abres a janela dos teus dias?

Princesa do Mar

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Escreve-me, amor...




Escreve-me, amor… mesmo que as letras te prendam o sentimento… solta-as uma a uma… elas tornar-se-ão palavras, brotarão do teu coração e germinarão em versos belos de primavera. 

Tens muito para me dizer, amor….eu sei! Os dias passaram obscurecidos de ausências e o emudecimento das vozes apagaram as melodias do Sol e do Luar… mas as estrelas ainda cantam no horizonte as memórias tatuadas no Universo.

És um Anjo, lembras-te? Abraça-me com as tuas asas brancas… e deixa-te ficar em mim. Não digas nada nesse momento…mesmo que as folhas do outono teimem em esvoaçar nas brisas frescas da noite. Gosto do silêncio da tua presença porque ele tem a melodia da tua alma…a poesia do teu Ser. Gosto de te olhar profunda, demoradamente…beber as lágrimas que caem dos teus olhos cheios de luz, mesmo que tu digas que estão cansados.

O vazio não existe, amor… existe a Saudade que nos inquieta, mas que nos alicia no voo do reencontro, naquele lugar onde só tu e eu sabemos onde nos encontrar.

Princesa do Mar

domingo, 9 de outubro de 2016

Poemas em Flor



A melodia da tua voz e do teu olhar
chegam-me na delicadeza das flores
como se fosses o meu jardim
perfumado de rosas e sonhos.
Vens com as mãos cheias de cor,
pintadas de segredos e de amor.
E eu olho-te com a cor do céu
que te enlaça de brisas e saboreia
a ternura dos teus poemas em flor.

Princesa do Mar

sábado, 8 de outubro de 2016

Desejo







Ter estrelas reluzentes no olhar
sentir-te no meu céu, no segredo do mar,
como se fosses a constelação da minha Alma
e a onda murmurante que me faz sonhar.
Queria um pedaço da lua que deixas no teu sorriso, 
o sabor quente e doce dos teus versos
mergulharem na solidão do meu poema!

Princesa do Mar

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Veredas de Solidão


Caminho por entre veredas de solidão, as estrelas são faróis que guiam os meus passos, o silêncio é a melodia que me impulsiona nesta caminhada de sonhos.

Viajo por tantos lugares, tantos versos e estrofes…tantos poemas e já não encontro o sussurro do teu nome.
Estou cansada deste vazio que me prende, desta indolência que me corrompe os sentidos e me afoga em labaredas de sombras. Pudesse eu escancarar a janela do meu sentir, debruçar o meu corpo na suavidade de um beijo e sorrir nos teus lábios.
Não entendo esta espera, esta ausência longa de ti, estes trilhos infinitos sem o teu murmúrio, sem o perfume das tuas brisas que desalinhavam os meus cabelos e enchiam de sol o meu ser...

Vivo de saudade, um sonho desenhado por letras de ilusão na esperança dos teus olhos mergulhados no oceano dos meus sentidos.

Princesa do Mar

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Respiro Solidão


Respiro a solidão, acaricio o silêncio… o murmúrio de uma saudade nesta tarde abandonada.
Dói-me o pensamento que se estende por planícies amarguradas… a minha voz emudece nos soluços que brotam de orvalhos incandescentes.
Caminho no vazio desta sala, os meus olhos parados na janela, vidros pontilhados de lágrimas, nada veem senão o frio espectro de uma ausência. Cerro as cortinas da realidade, procuro a música da ilusão e encontro palavras que me segredam sonhos guardados no livro perfumado do meu entristeSer.


Princesa do Mar

Se...



Saudade do sorriso dos poemas
que embelezavam a solidão das horas…
Já não há flores no cântico mudo das estrofes.
A primavera feneceu no deserto silencioso
dos versos fustigados pelos temporais da Razão…
Se ao menos tu viesses com um buquê
de palavras perfumadas de pássaros azuis,
talvez a minha alma esvoaçasse na coreografia
estonteante das nuvens e eu me chegasse,
de mansinho ao segredo doce do teu murmúrio.

Princesa do Mar

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Reino Encantado





Cansou-se. 

Já não havia tempo de se deter em cogitações e analisar as atitudes incongruentes que a rodeavam… Olhava agora para dentro de si mesma, excluía os vendavais de críticas e o negativismo que lhe ofereciam todos os dias. Fechou os olhos e observou que o que vem de fora são pequenas lições que lhe mostravam o verdadeiro caminho a seguir. Mesmo que não desejasse, teria de conviver com a frivolidade. O real torturava-a, por isso procurava o alento dentro de si própria. Já há muito tempo que se fechava na alegria que descobria na sua solidão. Observava com atenção, demorava-se nos caminhos silenciosos da sua alma e encontrava relíquias encantadas.

Não, não fugiu… nem quis esquecer. Não podia! Impossível abandonar o que se vê todos os dias, a todo o momento! Escapou-se para um mundo só dela, fechou os ouvidos, calou a voz… libertou o coração, já extenuado de tantas opressões e desvarios. Aprendeu que o tempo é demasiado curto para se perder.

Descansa agora na magia do seu sonho, da sua luz… tira as máscaras e sorri. Inventa cores, aromas… colhe flores do seu jardim e desenha-as no seu vestido rodado de seda. Corre… 
d a n ç a… V O A … Voluteia como fada num reino encantado de poesia e amor.

Princesa do Mar

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Olho o horizonte...



Olho o horizonte…
Há um sorriso delineado na alma,
ténue carícia que ousa
perturbar a solidão dos dias…
Palavras perfumadas de poesia
baloiçam as cortinas,  
deixam entrar murmúrios
de brisas distantes, sufocadas
no intervalo de um sonho.

Princesa do Mar

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